Pedro Martins / MoWA Press/Divulgação |
No primeiro fim de semana no Brasil sem presidente eleito
pelo povo depois de cerca de 30 anos, ou seja, estamos sendo dirigidos por um
golpista ilegítimo, fora de nossas leis, vamos tentando tocar o futebol como podemos.
E ele é o foco no meu comentário, principalmente em se tratando de
eliminatórias sul-americanas, que serão abordadas adiante.
Começando pelo jogo vencido pelo Brasil, quinta-feira, em
Quito, por 3 X 0, na estreia de Tite no comando, confesso que embora o Equador
tenha se desmanchado e não seja de longe aquela equipe base da LDU que andou
atormentando a todos os países do continente sul-americano, com exibições
surpreendentes, com times competitivos, rápidos e insinuantes, eu gostei da
apresentação da seleção brasileira.
Há de se separar, como disse, a péssima atuação do
Equador e sua marcação inexistente da postura do Brasil em alguns momentos,
principalmente individualmente falando. Como virtudes, vi um sistema defensivo
mais sólido e bem postado. Um meio campo de melhor qualidade, embora às vezes,
talvez pelo desentrosamento, mal distribuído. E um ataque, onde apesar da
exibição de Gabriel Jesus, ainda falta força de profundidade.
Demos de 25, 30 metros, mais de 10, 15 chutes que
encobriram a meta. O elemento altitude não pode ser desconsiderado, mas a
seleção pareceu não senti-lo. Gabriel Jesus, por exemplo, fez boa partida,
sendo autor de um belo gol. Renato Augusto teve participação muito boa. Achei,
finalmente, Willian mais solto e objetivo. E Neymar, que me chamou mais
atenção, fez uma partida séria e objetiva, usando do talento individual em prol
do coletivo. Não o vi abusar uma vez sequer de firulas inúteis.
Ainda ficam devendo, para mim, Daniel Alves, que disse
aqui: não pode mais ser lateral desse time. E Marcelo, que para mim só cabe na
armação das jogadas e na saída de bola. Não é por ser um bom jogador e canhoto
que tem que ser lateral esquerdo. Desperdício de talento e caminho aberto para
contra-ataques. Alcançamos um placar exagerado para alguns. Mas não achei, não.
Embora as chances perdidas tenham sido poucas, o domínio foi muito nítido.
Apesar de tudo, voltamos ao incômodo 5º lugar, devido à
vitória da Argentina sobre o Uruguai, na volta de Messi. E agora temos a
Colômbia, que apesar de ter caído um pouco também, tem qualidade e conjunto suficiente
para, mesmo em Manaus, criar problemas para nossa seleção. Só poderemos ter uma
noção real da melhoria da equipe, que já esperava como frisei nas colunas
anteriores, quando enfrentarmos adversários mais bem armados e qualificados.
Mas é normal. Um passo de cada vez. Embora o comando
superior da bola ainda esteja nas mãos de grupos com problemas na justiça, sem
poder deixar o país.
Nota: faço um registro, não poderia deixar de fazê-lo, ao
belíssimo gol de Camilo, do Botafogo, numa bicicleta real, ao estilo dos
grandes craques, na vitória de 2 a 1 sobre o Grêmio, hoje, pelo Campeonato
Brasileiro. É tão difícil ver uma finalização com aquela beleza que recomendo
que gravem em seus dvd’s. O futebol agradece, Camilo!
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