Amigos, é com algum atraso que falo sobre o jogador que, pra mim, é até o momento o melhor no Brasileirão. Apesar de Paulo Baier também ser a surpresa de todo ano, ele não tem a regularidade, os recursos e a força do Walter, do Goiás. Num time bem montado e não sendo tão dependente do rendimento dos demais, quando a coisa está feia ele chama a responsabilidade criando ou definindo, como hoje na vitória contra o Atlético Paranaense. Naturalmente chama a atenção seu porte físico surpreendentemente avantajado.
Tivemos no passado jogadores
como Claudiomiro, do Internacional, Jeremias, do América, o próprio Coutinho
que jogou ao lado de Pelé, que desafiavam os nutricionistas. O peso nem sempre
é obstáculo pra todos. Evidente que poderia render mais, mais leve. Mas não se
briga com o biotipo, que não perde explosão e se mostra eficiente em 90% dos
jogos. Ele podia ser um jogador de força, mas como a maioria que tem por aí,
sem um bom domínio de bola, uma ótima colocação, muita seriedade, simplicidade
e regada a um arremate certeiro. Isso tudo o torna diferenciado neste fraco
Campeonato Brasileiro.
Na 30ª rodada pouca coisa
mudou na parte de cima. Se o Cruzeiro é derrotado e vai mal, como há 4 jogos,
seus concorrentes diretos não têm força para se aproximar. As emoções ficam por
conta dos retardatários. Usando de sabedoria e competência, Jayme já afastou o
Flamengo do sufoco. Mais duas vitórias e creio não haverá mais perigo. É um
time fraco, mas que ainda conta com o estupendo futebol de Léo Moura, a
seriedade e esforço da garotada e de jogadores como Val. Aquele que não tem
pinta de jogador, não é tão bonito fisicamente como alguns do Fluminense, por
exemplo, mas que luta com tudo suor pelo seu time.
Já o Fluminense, começa a ir caindo.
Sua situação pode ser melhor do que a do Vasco na tabela, mas suas medidas
paliativas vão se esgotando. O time continua lento, sem criatividade, com
raríssimas jogadas de penetração e agora, para piorar, com a bola queimando nos
pés dos garotos e os nervos começando a ficar claramente à flor da pele. Como
citei o Vasco, também é dramática a situação da Cruz de Malta. Já existe a
revolta da torcida e as soluções vão se limitando somente à luta e correria.
Ou, jogando nas costas do craque Juninho Pernambucano a bola sagrada que os
livre do sufoco.
Fechando com o Botafogo, já
que falei praticamente só do futebol do Rio, apesar de um rendimento positivo
desde o início do ano, ainda é um time irregular. Mesmo com Seedorf trazendo a
tônica da categoria e seriedade aos jogadores, alguns ali parecem que têm
dificuldade de abandonar a máscara e não se doam como o time necessita.
Principalmente nesta reta final.
No mais, é torcer para que o
bom senso prevaleça e a TV não force barra para jogos às 16:00. Será que ela
iria se responsabilizar pela morte por exaustão de algum atleta, em fim de
temporada, jogando num sol de 15:00, em uma cidade do Nordeste ou mesmo do
Sudeste?
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